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Serviço de Anestesiologia da Maternidade Octaviano Neves: 55 anos de dedicação à vida

Até meados do século XX, a maioria dos partos era realizada no ambiente doméstico, sem auxílio médico.  Mas o avanço da Medicina Obstétrica nas últimas décadas mudou esse cenário, resultando na queda da mortalidade materna e, principalmente, infantil. A Anestesiologia teve papel fundamental na preservação das vidas, graças à evolução das técnicas e à diminuição dos riscos em cirurgias como a cesariana.

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Não é por acaso que a especialidade faz parte da história de um das mais respeitadas instituições que se dedicam à Ginecologia e à Obstetrícia em Minas Gerais, a Maternidade Octaviano Neves. Fundada em 1964 por um grupo de médicos obstetras, tinha como missão suprir a carência de uma estrutura voltada à saúde da mulher e do neonato. A maternidade recebeu o nome do médico José Octaviano Neves e foi conquistando relevância pela qualidade do atendimento e dos serviços prestados.

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Após mais de meio século de história, o corpo clínico cresceu e, atualmente, é composto por cerca de 600 médicos, que atendem a mais de 13 mil pacientes ao ano, principalmente nas especialidades Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria. A maternidade conta com 100 leitos de internação, uma UTI infantil, um CTI adulto e uma unidade externa para atendimento ambulatorial, e também oferece acompanhamento de pré-natal e internações para tratamentos ginecológicos.

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O Serviço de Anestesiologia reúne 17 profissionais experientes, divididos em duas equipes, que atuam de forma distinta: uma no bloco cirúrgico, em cirurgias ginecológicas e de mama; e outra no bloco obstétrico, que trabalha em regime de plantões de 12 horas. De acordo com o coordenador do Serviço, Leonardo Carvalho Figueiredo, o atendimento da equipe é pautado pela humanização e pelo cuidado integrado, eixos centrais das diretrizes adotadas na maternidade. “O objetivo central da Anestesiologia é oferecer mais conforto à mulher nesse momento tão importante, que é o parto, respeitando suas preferências quanto aos procedimentos que deseja ou quer evitar”, diz.

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Para pacientes com encaminhamento cirúrgico, a maternidade dispõe de atendimento pré-anestésico, que possibilita ao médico conhecer o histórico clínico e repassar orientações e esclarecer eventuais dúvidas. O hospital também mantém um programa de atenção para prestar informações, por exemplo, sobre gestação, parto, anestesia e puerpério.

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As salas de parto são compostas de box para peridural, separado da estrutura principal, que é equipada com diversos aparelhos e dispositivos de monitoramento, banheiro e quarto especial para trabalho de parto individual, tudo para possibilitar maior conforto e segurança no momento do parto. Isso também é seguido na hora da anestesia. Leonardo conta que, há algumas décadas, as anestesias eram feitas de modo que a mãe sequer participava do próprio parto, por permanecer sedada durante todo o tempo. “Nos dias de hoje, assim como a presença do companheiro reforça o conceito de humanização, a anestesia é aplicada na mulher quando e como ela quiser, com o consentimento do obstetra, de forma monitorada e conforme a necessidade. Dessa forma, ela pode participar mais ativamente do trabalho de parto, fortalecendo também o atendimento anestésico como parte do processo.”

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O coordenador destaca, ainda, a importância do avanço das técnicas de anestesia na Obstetrícia moderna. Manter-se atualizado é uma das prioridades dos profissionais da maternidade e, para isso, a equipe está sempre participando de cursos e congressos. “A Anestesiologia é cada vez mais respeitada como parte do processo de humanização, graças à sua evolução científica”, diz.

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