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A realidade da consulta pré-anestésica digital

A teleconsulta ganhou protagonismo com a chegada da pandemia do novo coronavírus. O risco de contágio no deslocamento de pacientes a hospitais fez com que, em 20 de março, o Ministério da Saúde publicasse a Portaria 467, que oficializa, em seu artigo 2º, a interação à distância, contemplando os serviços de atendimento pré-clínico, consulta, monitoramento e diagnóstico, tanto nas redes de saúde pública quanto privada.
Essa evolução no atendimento ao paciente é um exemplo do que os especialistas estão chamando de “o novo normal” trazido pela pandemia, que impacta a consulta pré-anestésica. No Hospital Mater Dei, em Betim, Dr. Lucas Rodrigues de Castro tem atendido digitalmente pacientes para cirurgias eletivas. “É uma tendência que veio para ficar. Quem ainda acha que não é possível ficará para trás. Havia certa resistência em torno da teleconsulta, mas já é uma realidade. É preciso que as Sociedades, Conselhos e Associações que regulam nossa atividade se empenhem na criação de normas para que a digitalização beneficie igualmente a todos – pacientes, médicos e instituições de saúde.”


Mas mesmo com toda a praticidade, há alguns pontos de atenção que precisam ser observados. Exemplo disso é a dificuldade para que o anestesiologista avalie as vias aéreas de difícil acesso, presença de próteses dentárias, punções venosas difíceis, tatuagens que possam dificultar bloqueios, alterações na coluna vertebral que podem dificultar a punção espinhal/peridural, entre outras.


Todos esses elementos, importantes para minimização de riscos, conduzem o anestesiologista à melhor técnica a ser utilizada nos procedimentos e são mais facilmente perceptíveis durante consulta presencial. Por esse motivo, é importante aprimorar a consulta pré-anestésica online neste período de transição.


Segundo Dr. Artur Palhares, Presidente da Coopanest-MG, o setor comercial da Cooperativa já está em contato com as operadoras objetivando as negociações iniciais, para adequar a remuneração da teleconsulta. O que tem sido visto é ainda uma indefinição, tanto em relação à especialidade autorizada a fazer a teleconsulta, quanto aos valores a serem pagos.
Esse é, inclusive, um dos problemas apontados pelos profissionais de saúde. Uma pesquisa realizada pela Associação Paulista de Medicina com mais de 2.200 médicos mostrou que 43% deles creditam à falta de regulamentação o maior impedidor para que a telemedicina avance no Brasil. Para se ter uma ideia, a mais recente normativa do Conselho Federal de Medicina sobre o tema é de 2002.


A SBA informou que está trabalhando em conjunto com o departamento de Defesa Profissional da Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) para a divulgação de orientações sobre o tema aos profissionais da área.

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