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Serviço de Anestesiologia do Biocor: qualidade certificada

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Imagem: Divulgação

Em 1985, um dos principais símbolos do crescimento de Belo Horizonte rumo a Nova Lima era inaugurado, o Biocor Instituto. O hospital nasceu com uma estrutura pequena, voltada para tratamentos cardiovasculares, mas contava com médicos experientes e especializados para oferecer a melhor assistência aos pacientes. A equipe possuía um grupo de anestesiologistas, que se tornaram os pioneiros na implantação do serviço na instituição de saúde.

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Um deles era Luiz Antonio dos Reis Lazarini, atual coordenador do Serviço de Anestesiologia do Biocor. “Fui convidado junto com uma equipe da Santa Casa para iniciar esse trabalho. Na época, o hospital exigia que déssemos continuidade à formação acadêmica, e foi o que fizemos”, conta. Graças ao empenho dos profissionais contratados à época, o hospital cresceu tanto em estrutura física quanto em qualidade de atendimento e logo se tornou conhecido pela excelência dos serviços prestados.

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Ao longo de quase 35 anos, o Biocor Instituto se tornou uma referência no diagnóstico e no tratamento de doenças cardiovasculares. Mas, para que isso ocorresse, foi necessário mais do que um corpo técnico qualificado. A preocupação com a gestão esteve presente desde o início das atividades e se intensificou na década de 1990, quando o hospital conquistou as primeiras certificações técnicas.

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Em 1997, tornou-se a primeira instituição médica da América Latina a receber a ISO 9002, que referendou a qualidade da assistência oferecida pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Foi também a primeira instituição no mundo a receber a certificação Gestão Integrada de Risco, baseada na ISO 31000, em 2010. Além disso, conquistou a National Integrated Accreditation for Healthcare Organizations, de 2009 a 2015; a Recertificação de Conformidade Legal e Conformidade de Gestão de Riscos, de 2010 a 2015; a Certificação ONA (Organização Nacional de Acreditação), em 2005; e as ISO 9001/2000 e 14001, além da OHSAS 18001.

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Essas conquistas demarcaram uma virada no trabalho dos anestesiologistas. “Pouco a pouco, a equipe foi criando os protocolos do Biocor Instituto, baseados na literatura nacional e internacional, buscando a segurança nos processos e alinhando-se ao Sistema de Gestão Integrada do hospital. Vimos, então, que essas ferramentas nos ajudavam a corrigir limitações e rapidamente nos adequamos às novas exigências. E os resultados apareceram”, afirma o coordenador.

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Ele observa que as certificações impõem a criação de procedimentos padrão para cada atividade. Com isso, embora tenham plena liberdade para atuar, os profissionais têm um norte a seguir – que não varia. “Tudo está alinhado à literatura médica mundial e à cultura do hospital. O fato de basearmos nosso trabalho nos protocolos, na experiência e na cultura compartilhada entre os anestesiologistas faz com que nossa atuação melhore muito.”

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Convivência e crescimento

Hoje, 32 anestesiologistas atendem à demanda dos 18 pontos de anestesia do Biocor, com assistência 24 horas por dia. São 13 ou 14 profissionais por turno, que contam com o auxílio de duas secretárias para controlar toda a área administrativo-financeira.

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A equipe atua em regime de caixa único, o que evita disputas internas e possibilita que todos possam participar dos mais diversos procedimentos realizados na unidade. “Temos total autonomia e independência para trabalhar. O hospital exige que a equipe cumpra a escala, trabalhe de forma organizada e apresente resultados, mas não interfere na equipe. Eles confiam muito na gente e para a coordenação isso é muito bom”, acrescenta Luiz.

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A maneira como o trabalho é organizado estimula a parceria entre os profissionais. Os anestesiologistas se auxiliam mutuamente, seja por meio da indicação de materiais de estudo ou mesmo “cobrindo” um colega durante o intervalo do almoço. E isso, segundo Luiz, possibilita uma qualidade de vida que ele não vivenciou em nenhum outro hospital. “Não trabalhamos em célula, trabalhamos em equipe. Quando um colega precisa de ajuda, sabe que pode contar com o outro.”

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Essa sinergia ajuda a resolver problemas do dia a dia de forma mais simples. Antes, dado o grande número de cirurgias de urgência, o Biocor encontrava certa dificuldade para encontrar profissionais disponíveis. Hoje não há mais isso.

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O sentimento de coletividade é reforçado pela participação nas entidades de classe, em especial a Coopanest-MG. “Vemos a cooperativa como uma grande parceira da nossa atividade. O custo de administração é muito baixo quando comparado aos benefícios que temos por ser cooperados”, diz o coordenador. No fim das contas, o principal beneficiado pela parceria entre os profissionais é o paciente. “O respeito e a qualidade do atendimento não muda, independentemente de quem está à frente. Isso é muito bom e faz do Biocor um ótimo lugar para trabalhar.”

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